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A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

Seca em Madagáscar causa fome na população

Depois do terceiro ano de seca, os alimentos escasseiam e a população necessita urgentemente de ajuda humanitária.

 

Cerca de metade da população da região sul de Madagáscar está a passar fome. 92% da população vive com menos de 2 dólares (1,88€) por dia, sendo que a escassez de alimentos, aliada ao aumento dos preços, está a por em causa o acesso a comida.

A seca que se fez sentir em Madagáscar nos últimos três anos levou a uma redução drástica das colheitas, em março, sendo que as provisões armazenadas esgotaram em agosto.

 

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

Ajuda humanitária

Três agências da ONU encontram-se em Madagáscar a prestar ajuda humanitária, mantendo instrumentos e conhecimento que possibilitem o auto-sustento alimentar da população no futuro.

A WFP (Programa Alimentar Mundial) distribui alimentos e serve refeições quentes nas escolas, de modo a não prejudicar o acesso à Educação. Adicionalmente, a WFP oferece ajuda monetária nos locais onde existem mercados em funcionamento.

Por sua vez, a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura) oferece sementes de que maturam rapidamente e com pouca água. Para além disso, fornece ferramentas de cultivo aos agricultores que não as têm.

Por último, o IFAD (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) dá formação profissional aos agricultores para que estes possam tirar o melhor partido das suas colheitas, cobrindo técnicas de produção eficientes e estratégias de mercado.

 

Causas e consequências da seca

A seca em Madagáscar advém do fenómeno El Niño, que consiste no aquecimento da superfície da água no Pacífico Central e Este. O fenómeno resulta, por sua vez, em alterações climáticas noutras áreas, nomeadamente a seca no Sul de África. Em Madagáscar, a queda na produção de milho, mandioca e arroz levou a população a recorrer à venda de posses e à diminuição do número de refeições.

 

Joana Gordinho | 8942 | Turma B

Seca em Madagáscar – apoio prestado à população em estado de emergência | LER MAIS…

Comunidades vulneráveis participam num programa de apoio da ONU | Foto: WFP/Volana Rarivoson

Combate à fome em Madagáscar

A seca dura há 3 anos e resultou na fome e insegurança alimentar que se faz sentir na ilha,

O Programa Alimentar Mundial (WTP), o Fundo para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD) cooperam para garantirem a subsistência da população.

 A sobrevivência destas pessoas é posta em causa pelas frequentes catástrofes naturais, ao destruírem as  suas fontes de alimento e rendimento com maior expressão, a pesca e a agricultura.

 

APOIOS PRESTADOS

As acções humanitárias tomadas pelas agências internacionais no terreno:

  • Localizar áreas mais afectadas e fornecer alimentos (IFAD), mas também sementes resistentes e bombas de irrigação do solo (FAO), bem como incutir técnicas de cultivo e de entreajuda (WTP);

Os apoios são fundamentais e têm um objectivo: munir a população de bens essenciais e ensinamentos importantes para que possa voltar a prosperar. 

 

A ILHA

Madagáscar é a quarta maior ilha do planeta, sendo constituída por uma diversidade de ecossistemas únicos e ricos, do qual fazem parte inúmeras espécies de animais e plantas.

Comunidades vulneráveis participam num programa de apoio da ONU | Foto: WFP/Volana Rarivoson

Comunidades vulneráveis participam num programa de apoio da ONU | Foto: WFP/Volana Rarivoson

O seu potencial é revogado devido às condições climatericas, economicas, sociais e politicas que apresenta, sendo que as suas maiores adversidades são geralmente causados por catástrofes naturais.

Quatro dos nove estados da ilha encontram-se em estado de emergência devido à seca constante, às pragas de gafanhotos e a El Niño,

O impacto devastador que estes fenómenos naturais têm nas actividades de subsistência da população, nomeadamente a agricultura, fazem disparar o crescente índice de níveis de pobreza e de subnutrição.

 

Texto: Catarina Ferro (8530) © Todos os direitos reservados

 

Fome em Madagáscar

Insegurança alimentar

Estima-se que mais de 70% da população viva na pobreza e mais de 50% das crianças sofre de sub nutrição.

Até 2017, é estimado que cerca de 1,4 milhões de pessoas estarão em situação de insegurança alimentar no sul de Madagáscar. Destas, mais de 60% estarão a sentir necessidades alimentares as quais não conseguem satisfazer, levando a uma necessidade extrema de assistência humanitária, sendo a sua situação considerada aguda.

As péssimas condições climatéricas levaram a uma seca extrema nas regiões no sul de Madagáscar, que conduziram a uma redução na produção de trigo e mandioca a nível nacional.

 

FAO


Refeição diária fornecida pela PAM

As organizações internacionais vêem desenvolvendo esforços para minorar esta situação. A FAO planeia distribuir sementes e mudas de plantas a cerca de 140.000 familias e para que sobrevivam até às colheitas vao receber dinheiro e alimentos fazendo parte do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Agricultores também receberão ferramentas para substituir as que podem ter sido vendidas durante a temporada estendida de fome. Também será fornecido apoio à produção de gado.

 

Unicef

A UNICEF tem em curso o Programa de Educação, inserido no projeto Escolas para África, para o período 2015/2019, cuja implementação se prevê vir a custar cerca de 56 milhoes de dólares mas ainda só dispõe de cerca de 20%.

 

Cataclismos naturais

Madagáscar é um país insular que ocupa a maior ilha do continente africano, com um território seis vezes maior do que Portugal.

O país, com uma bio diversidade única no mundo, tem vindo a sofrer nos últimos dez anos vários desastres naturais, entre eles uma  gigantesca praga  de gafanhotos em 2013, vários tufões  e mais recentemente o fenómeno El Niño que desertificou grandes áreas da ilha.

 


 

Joana Ratão 8545 I Turma C I Artigo

Imagem de United Nations / Madagascar Food insecurity

Madagascar_ElNino

Fome e seca agravam-se em Madagáscar

Os três anos consecutivos de seca ampliados pelo fenómeno climático El Niño fizeram a ONU entrar em alerta. Cerca de 850 mil pessoas  estão em situação de insegurança alimentar e precisam de assistência humanitária urgente.

 

Madagascar_ElNino

Em 2017, estima-se que mais de 1,4 milhões de pessoas estarão em situação de insegurança alimentar.

 

Catástrofe em Madagáscar

A miséria alastrou-se e levou os residentes a tomar medidas extremas, como pedir esmolas, vender as suas terras, ferramentas, casa ou a abandonar os seus lares e migrar para outra região. 

As chuvas insuficientes resultaram num declínio de 80% na produção agrícola. Estimando-se que em 2017, 1,4 milhões de pessoas estarão em situação de insegurança alimentar sobretudo nas três regiões do sul de Madagáscar: Androy, Anosy and Atsimo-Andrefana.

Apoio da ONU

O agravamento das condições em Madagáscar levaram o Programa Mundial de Alimentação e a Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação a criar um plano de intervenção.

Para combater este problema, a FAO juntamente com o PMA, decidiram apoiar as famílias em situação de insegurança alimentar grave. A FAO irá fornecer novas ferramentas agrícolas para que os agricultores possam retomar a produção, apoiar a produção de gado e fornecer sementes resistentes à seca.  O PMA vai distribuir comida pelas comunidades e complementar as ações do FAO.

Face a esta tragédia, a diretora da ONU, Ertharin Cousin, alertou para a urgência da situação denominando-a de “extremamente preocupante”, reforçando a necessidade de maior financiamento, “antes que seja tarde demais” para garantir a sobrevivência dos habitantes de Madagáscar.

Até agora, pouco mais de 2,8 milhões de euros foram recebidos. Porém, a organização precisa ainda de 20,8 milhões de euros.

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Artigo de Ana Catarina Araújo | Foto de KasunChamara/Pixabay

Ana Catarina Araújo (8799 – Turma C) © Todos os direitos reservados

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