A intervenção da ONU às emergências foi imediata

Insegurança alimentar em Madagáscar

Três anos de seca assolam as produções agrícolas do sul de Madagáscar. Com a segurança alimentar de milhões de pessoas em causa durante os meses de Dezembro e Janeiro, a intervenção da ONU foi inevitável.

O sul de Madagáscar, essencialmente sustentado pela produção agrícola, foi assolado por três anos de seca. A insuficiência de chuva trouxe declínios significantes nas produções de milho, mandioca e arroz, deixando os agricultores carecidos de colheitas para os meses de Janeiro e Dezembro. Devido a estas condições, encontram-se aproximadamente 1.4 milhões de pessoas num estado alarmante de insegurança alimentar.

 

A intervenção da ONU às emergências foi imediata

ONU: a resposta à crise

Para responder à crise que se faz sentir no sul da ilha de Madagáscar, foi necessária a intervenção de três agências da ONU (Organização das Nações Unidas), sendo elas a FAO (Food and Agriculture Organization), a WFP (World Food Programme) e a IFAD (International Fund for Agricultural Development). Ligadas pelos objetivos de erradicar a fome, a insubsistência alimentar e malnutrição, prepararam-se não só para responder ás emergências do momento, como também para precaver as comunidades dos tempos que se acercam e eventuais crises futuras.

 

Mais do que salvar o presente: garantir o futuro

Com papéis distintos rumo a um mesmo fim, as agências procuraram dois tipos de abordagens: deixada a cargo da WFP, uma abordagem mais direta e imediata de angariação de fundos e fornecimento de comida (com o fim de alcançar 1 milhão de pessoas), e uma abordagem de preparação da comunidade à auto produção, por parte das restantes agências. A FAO, com foco em 850 000 pessoas (cerca de 170 000 famílias de agricultores), assegurou a distribuição de sementes de qualidade, resistentes às secas e a doenças, e de bombas de extração de água dos solos, para garantir a irrigação das colheitas. Ligada a uma componente mais educacional, a IFAD ocupou-se de ensinar técnicas mais eficientes de produção aos agricultores e de facilitar o acesso ao mercado.

 

 

Andreia Batista 8512

Imagem da ONU

A seca em Madagáscar dura há 3 anos.

SECA AMEAÇA MADAGÁSCAR

Madagáscar atravessa actualmente uma das piores crises alimentares provocada pela seca ampliada pelo El Niño. A maior parte da sua população vive no limite do necessário para sobreviver e precisa de auxílio de emergência.

A situação de Madagáscar

A maior ilha do continente africano, Madagáscar, apresenta como uma das principais actividades económicas a agricultura. A seca recorrente, posteriormente agravada pelo fenómeno meteorológico El Niño, reduziu a produção geral de trigo e mandioca no país, originando um impacto negativo na segurança alimentar e nutricional da população.

Apesar do número total de pessoas afetadas em 2016 ter diminuído em relação ao ano anterior, o número de pessoas em situação crónica quase duplicou. 1.4 milhões de pessoas encontram-se em situação de insegurança alimentar. Destas, 850 mil não conseguem atender às suas necessidades alimentares e precisam urgentemente de resposta humanitária.

Para sobreviver, as famílias optam por vender bens e recursos, por reduzir o número de refeições e chegam a retirar as suas crianças das escolas.

Apoio prestado pela ONU

A FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, pretende distribuir sementes e plantas mais resistentes às secas.

O PMA, Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, tenta ajudar as famílias com alimentos e dinheiro. Também visa oferecer cuidados médicos a mulheres grávidas e crianças, de modo a tratar os milhares casos de desnutrição aguda.

O IFAD, Fundo Nacional para o Desenvolvimento Agrícola, fortalece a capacidade de subsistência da população, ao oferecer conhecimento sobre novas técnicas de plantação, acesso a novos mercados e outros conceitos agrícolas.

A seca em Madagáscar dura há 3 anos.

A seca em Madagáscar dura há 3 anos.

 

Flávia Fragoso, nº 8581

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Um País de Miragens

Fome e Desnutrição

Em Madagáscar, a fome afecta mais de 1 milhão de pessoas e chega a quase metade de todas as crianças menores de 5 anos.

O país tem 4ª maior taxa de desnutrição crónica, a nível mundial. A sua população corre vários riscos.

 

Riscos e Vulnerabilidade

Madagáscar está entre os 10 países mais vulneráveis a desastres naturais. 1/4 da população, ou seja, 5 milhões de pessoas, vive em áreas com uma probabilidade elevada de sofrerem ciclones, inundações ou secas.

As alterações climáticas e a degradação ambiental aumentam os riscos destas catástrofes. Em simultâneo, a crescente fragilidade do ecossistema aumenta a vulnerabilidade às catástrofes naturais e à falta de comida.

A agricultura, a pesca e a silvicultura são a base da economia do país. A agricultura resume-se a uma agricultura de subsistência em pequena escala, e depende da chuva. Chuva essa que já não se faz sentir há 3 anos.

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As terras secas de Madagáscar e a ausência de plantações levam à falta de comida entre a população.

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Um presente que não lembra o passado

A falta de chuva levou à redução drástica da produção de milho, mandioca e arroz. Todas as colheitas desapareceram.

A realidade é que a comida que havia no passado, já não existe no presente.

Os agricultores precisam de apoio urgente, para que consigam fazer as plantações de culturas entre Dezembro e Janeiro.

As comunidades já estão a desenvolver as suas capacidades de resistência. Na aldeia de Tsarampioke, a situação começa a ser mais animadora pois os agricultores já possuem sementes resistentes à seca e às doenças, bem como uma bomba de água para extracção de água subterrânea.

 

Diferentes problemas, diferentes soluções

Perante este panorama, as agências da ONU unem-se no combate à situação, nas várias frentes.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO – está a trabalhar nas sementes, de forma a fornecer sementes com qualidade, a serem cultivadas na próxima época de plantação.

A par disto, o Programa Alimentar Mundial – PAM –  fornecerá alimentos.

Já o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA – está a ensinar técnicas de produção mais competentes e a ajudar os agricultores no acesso aos mercados.

 

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Raquel Brás Nº7828 – TB

Imagem – Fonte: UNifeed

UC: Laboratório Produção de Conteúdos

2016/2017

Quando a seca leva à fome, são diversos os contornos que a situação pode ter.

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

Fome em Madagáscar requer ajuda humanitária urgente

http://lpc.lugarcomum.org/?p=19649

 

Joana Gordinho | 8942 | Turma B

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

Seca em Madagáscar causa fome na população

Depois do terceiro ano de seca, os alimentos escasseiam e a população necessita urgentemente de ajuda humanitária.

 

Cerca de metade da população da região sul de Madagáscar está a passar fome. 92% da população vive com menos de 2 dólares (1,88€) por dia, sendo que a escassez de alimentos, aliada ao aumento dos preços, está a por em causa o acesso a comida.

A seca que se fez sentir em Madagáscar nos últimos três anos levou a uma redução drástica das colheitas, em março, sendo que as provisões armazenadas esgotaram em agosto.

 

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

A população necessita de ajuda humanitária para combater a fome, sendo que a ONU e várias das suas agências já estão a trabalhar nesse sentido. Fotografia: WFP.

Ajuda humanitária

Três agências da ONU encontram-se em Madagáscar a prestar ajuda humanitária, mantendo instrumentos e conhecimento que possibilitem o auto-sustento alimentar da população no futuro.

A WFP (Programa Alimentar Mundial) distribui alimentos e serve refeições quentes nas escolas, de modo a não prejudicar o acesso à Educação. Adicionalmente, a WFP oferece ajuda monetária nos locais onde existem mercados em funcionamento.

Por sua vez, a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura) oferece sementes de que maturam rapidamente e com pouca água. Para além disso, fornece ferramentas de cultivo aos agricultores que não as têm.

Por último, o IFAD (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) dá formação profissional aos agricultores para que estes possam tirar o melhor partido das suas colheitas, cobrindo técnicas de produção eficientes e estratégias de mercado.

 

Causas e consequências da seca

A seca em Madagáscar advém do fenómeno El Niño, que consiste no aquecimento da superfície da água no Pacífico Central e Este. O fenómeno resulta, por sua vez, em alterações climáticas noutras áreas, nomeadamente a seca no Sul de África. Em Madagáscar, a queda na produção de milho, mandioca e arroz levou a população a recorrer à venda de posses e à diminuição do número de refeições.

 

Joana Gordinho | 8942 | Turma B

El Niño provoca escassez de alimentos em Madagáscar.

 

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Após 3 anos de seca a população do sul de Madagáscar encontra-se na iminência de entrar num estado considerado de emergência. Se não houver uma maior intervenção, brevemente mais 3 outros distritos podem entrar no mesmo estado que o Sul de Madagáscar.

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Alguns habitantes viram-se forçados a vender a sua casa ou terra e até mesmo migrar para outra região. Fonte: pixabay

 

3 por todos, todos por  1

Esta crise no sul de África já fez com que alguns habitantes da região fossem obrigados a vender as suas habitações em troca de comida, inclusive a mudar de região para não serem afectados pela falta de mantimentos e água.

Em consequência ao desespero muitas famílias já comeram todas as reservas de sementes que lhes restavam para se poderem alimentar e neste momento não têm como produzir mais alimentos ou sementes.

 

Esta situação, que já deixou uma insegurança alimentar para 1.4 milhões de pessoas,  alertou a ONU que reuniu 3 agências que uniram esforços para combater a fome a sede

Para que os agricultores possam ter um maior aproveitamento das suas terras o FIDA ( Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura) está a transmitir conhecimentos sobre técnicas mais eficazes para a colheita das plantações de sementes e está também a ajudar no acesso aos mercados.

De modo a hostilizar a desnutrição o PAM (Programa de Alimentação Mundial) está a distribuir comida a comunidades mais destrutivas. Agora em 2017, em parceria com outras agências o PAM tenciona chegar perto de mais crianças, oferecendo merendas escolares aos alunos do sul de África.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) vai disponibilizar entre sementes e ferramentas resistentes à seca que se tem vindo a arrastar.

 

 

De forma a combater todos estes problemas a directora da ONU, Ertharin Cousin, ressalta que é necessário o financiamento para este programa “antes que seja tarde demais”. Com o financiamento adequado o PAM vai aumentar as suas acções de modo a suavizar esta crise junto de cerca de 1 milhão de pessoas.

 

 

 

 

 

Laboratório de Produção de Conteúdos

Inês Bessone Barbosa de Sousa Carvalho  ||  8528  ||  TB

 

 

 

Três anos consecutivos de seca destroem plantações e deixam milhares de pessoas desnutridas. Ler mais…

Seca afeta 1 milhão de pessoas em Madagascar

Aproximadamente 1.4 milhões de pessoas foram afetadas pela seca no sul de Madagascar. Estas alterações climáticas devem-se a um fenómeno conhecido como El Niño, uma anomalia na temperatura do oceano Pacífico.

Como resultado da crise causada pela seca, cerca de 850 mil pessoas sofrem de desnutrição. Com as plantações de milho, mandioca e arroz dizimadas pela ausência de chuva, os agricultores precisam de apoio urgente. Nas áreas mais afetadas, há quem sobreviva apenas com frutos selvagens enquanto que centenas de crianças são retiradas da escola para procurar trabalho ou comida. 

A época de plantações oferece uma pequena janela de oportunidade aos agricultores locais de restabelecer a produção agrícola. Milhares de famílias já lidam com a fome diariamente. Perder a próxima época de plantações vai resultar numa crise alimentar devastadora…

Mulher grávida recebe porção de "Super Cereal" distribuída por membro da PAM | WFP/Riana Ravoala

Mulher grávida recebe porção de “Super Cereal” distribuída por membro da PAM

PAM, FAO e IFAD unem-se

 

Em resposta a esta crise, a PAM (Programa Mundial de Alimentação ou WFP), FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e IFAD (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), três agências da ONU, unem forças para combater as consequências da seca.

Enquanto a FAO garante sementes de qualidade, resistentes à seca, para a próxima época de plantação, e uma bomba de extração de água para irrigação do solo, a IFAD investe na educação dos agricultores locais partilhando técnicas de produção mais eficientes, ajudando-os no acesso a mercados.

Como prevenção e tratamento para a ameaça de carência alimentar, a PAM expandiu o seu programa de nutrição a mais de 200 mil mulheres grávidas e a amamentar e crianças até aos 5 anos de idade, enquanto continua a dar assistência nas escolas a mais de 230 mil crianças com refeições diárias.

Texto: Rita Rosa | nº8499 | Fotografia: WFP/Riana Ravoala | © Todos os direitos reservados

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