A ilha conta com 850 mil pessoas a atravessar por uma situação de fome extrema. A causa são as alterações climáticas.

 

Com a ajuda da ONU, mais precisamente da FAO (Food and Agriculture Organization) no que toca a questões de sustentabilidade alimentar, a República do Madagáscar tem lutado contra a seca provocada pela passagem de El Niño.

Sendo um país cuja economia se baseia na produção agrícola própria, o estado de insegurança alimentar têm-se vindo a acentuar cada vez mais. Como consequência da seca, apenas quatro em cada dez domicílios é que ainda detêm sementes nas suas plantações.

Em comparação com os resultados de 2015, a produção de trigo está em declínio em cerca de 80% na região de Androy – uma das quatro de Madagáscar.

As soluções que os habitantes da ilha encontram passam pela venda dos seus terrenos, pela mendigagem, e os que conseguem, pela migração.

Actualmente, os valores apresentados para o índice de pobreza do país excedem os 92%.

O que é o El Niño?

Trata-se de um fenómeno climático a causar a diminuição das chuvas na zona da África Austral pelo terceiro ano consecutivo. Existem também vários ciclones tropicais por ano que afectam as infra-estruturas do país, provocados pela combinação de ventos na zona do oceano Índico.

Para além da ilha de Magáscar, países como Angola e Moçambique também estão a ser afectados.

Esta situação deve manter-se pelo menos até 2017.

Como está a ONU a ajudar?

Juntamente com a UNICEF e o PMA (Programa Mundial Alimentar), a ONU desenvolve os seguintes pontos como foco da sua ajuda:

–  A obtenção de financiamento para este programa de ajuda;
–  Fornecer ferramentas agrícolas aos habitantes da ilha adequadas à distribuição de sementes
resistentes à seca;
–  Prevenir desnutrição excessiva de mulheres grávidas e crianças menores a 5 anos;
–  Fornecer comida a comunidades mais expostas à extrema seca. 

El-Nino

Demonstração da seca vivida com a passagem de El Niño. Fotografia: Petterik Wiggers (PMA)